segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Kátharsis

Será que ainda não completei o luto da minha reforma, dos últimos colegas, dos inumeráveis sacanas que comigo se cruzaram nestes últimos 30 anos da minha vida?

Às vezes é durante o sono, em sonhos, que rememoro algumas cavalices que me fizeram, outras que eu fiz mas, pior, é rever e ressentir as traições.

Durante muitos anos eu achei que era correcto «estar com o meu companheiro de trabalho mesmo que ele não tivesse razão» mas a vida ensinou-me o quão ilusório é este conceito. Tentei que funcionasse nas escolas onde ensinei mas sofri no pêlo a fúria de alguns viragos que tive de suportar por chefes (Directores, Coordenadores, Presidentes de Conselhos ora Executivos ora Directivos, conforme a moda política da altura). Alguns até mulheres razoavelmente apresentáveis mas, talvez por serem lésbicas ou bissexuais não assumidas, temiam que lhes fizesse concorrência junto das outras mulheres nossas colegas.

Se não fosse, ainda, considerado politicamente incorrecto escrever certas coisas, gostaria de contar alguns episódios que, nesta base, só me resta levar comigo para a cova.



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