quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Boas Festas

Nenhum menino é bom só porque é. É bom só pelo muito que se espera dele.

sábado, 21 de novembro de 2009

Quando eu comecei a viver Pombal

Começou por ser um comentário no "FARPAS", mas como se refere à minha vida docente, trouxe-o para aqui. É o lugar deste texto.

Quanto aos olivais, ao rio e ao túnel da ribeira, eu ainda os conheci quando comecei a leccionar em Pombal. Os meus alunos foram os meus cicerones: jogaram à bola comigo no estádio da palha, mostraram-me como era divertido banharem-se no rio, e levaram-me na aventura de vir até ao Arunca por debaixo da cidade. Um grande abraço de louvor e amizade a toda essa minha turma (as raparigas também alinhavam) de 1983/84.

Ainda hei-de falar de gente desta turma.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Quem diria? Eu também andei na Escola.

Não consigo encontrar a foto da minha classe, esta era a do meu irmão, numa das mais lindas escolas de Lisboa: a da Calçada da Tapada. O professor da foto era o Senhor Professor Leitão. O meu irmão, melhor aluno da turma, sentava-se à direita do Sr. Professor.
Já morreram mais de metade, incluindo o meu irmão e o Senhor Professor Leitão. Paz às suas almas!

sábado, 29 de agosto de 2009

A mãe do Joãozinho

Um homem está calmamente no supermercado a fazer compras quando, de repente, uma bela morena, dos seus trinta e poucos anos, olha fixamente para ele e depois explode:
- Acho que você é pai de um dos meus meninos!
Incrédulo, faz um rápido exercício de rememoração, pensa na única vez que foi infiel à mulher e responde aflitíssimo:
- Você é aquela prostituta com quem fiz sexo, sem qualquer protecção, totalmente embriagado, à beira da piscina, naquela despedida de solteiro do Jorge, que estava ao nosso lado num bacanal com mais colegas suas?
- Não. Sou a professora de matemática do seu filho Joãozinho.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Kátharsis

Será que ainda não completei o luto da minha reforma, dos últimos colegas, dos inumeráveis sacanas que comigo se cruzaram nestes últimos 30 anos da minha vida?

Às vezes é durante o sono, em sonhos, que rememoro algumas cavalices que me fizeram, outras que eu fiz mas, pior, é rever e ressentir as traições.

Durante muitos anos eu achei que era correcto «estar com o meu companheiro de trabalho mesmo que ele não tivesse razão» mas a vida ensinou-me o quão ilusório é este conceito. Tentei que funcionasse nas escolas onde ensinei mas sofri no pêlo a fúria de alguns viragos que tive de suportar por chefes (Directores, Coordenadores, Presidentes de Conselhos ora Executivos ora Directivos, conforme a moda política da altura). Alguns até mulheres razoavelmente apresentáveis mas, talvez por serem lésbicas ou bissexuais não assumidas, temiam que lhes fizesse concorrência junto das outras mulheres nossas colegas.

Se não fosse, ainda, considerado politicamente incorrecto escrever certas coisas, gostaria de contar alguns episódios que, nesta base, só me resta levar comigo para a cova.