sexta-feira, 17 de outubro de 2008

PERFEIÇÃO


onheci-a quando foi matricular o filho mais velho, recém chegada da Ucrânia.

O seu português já era muito perfeito mas o seu soma era muito mais!

Tinha as proporções de uma estátua grega, o rosto de uma pintura da Renascença, sugerindo as cores suaves da porcelana, do nácar e do aljôfar. Dos cabelos aos pés era como um tecido raro, de textura bem mais suave que a seda verdadeira do oriente.

Para descrever tal obra de arte, todas as mais belas palavras da Língua Portuguesa, são poucas e inadequadas para retratarem tanta beleza.

As nádegas proporcionadas e redondinhas, a cintura estreita, os ombros delicados, o peito um poema de métrica e melodia de acentuação heróica! As pernas esguias e incomensuráveis, torneadas como uma coluna jónica.

E continua por aí, insensível ao desejo que ainda me desperta.



2 comentários:

Paulo disse...

Gostei de passar por aqui...
Abraço
Paulo

Eira-Velha disse...

Uma estreia, por estas paragens, que só agora descobri... e gostei. Há-de haver por essses sótãos muitas histórietas deste quilate para contar e espero que "vomite" tudo.
E da ucraniana também... que devia ser boa "comó milho".
Parabéns por mais este espaço e um abraço.