A avó Emília nasceu em 1881. Conheceu (aclamou-os, talvez, no Passeio Público, da Avenida) o Rei D. Carlos, o Príncipe D. Luís Filipe e o Príncipe, depois Rei D. Manuel II.segunda-feira, 11 de abril de 2011
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A avó Emília nasceu em 1881. Conheceu (aclamou-os, talvez, no Passeio Público, da Avenida) o Rei D. Carlos, o Príncipe D. Luís Filipe e o Príncipe, depois Rei D. Manuel II.sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
OUTRA VEZ OS MENINOS DE VIDRO

A noção de Bem e de Mal não é inata. Já vários filósofos e psicólogos se debruçaram sobre o assunto e parece ser causa do aparecimento da consciência moral, um processo de condicionamento reflexo, induzido pelas pressões sociais.
Ninguém nasce automaticamente bom, da mesma maneira que ninguém nasce automaticamente mau, nem completamente vazio. Talvez se nasça como um disco de gravação de dados, em que se pode gravar mas só de acordo com a qualidade e a capacidade do suporte físico. A hereditariedade fornece a qualidade e a capacidade e a genética executa a pré-formatação do dispositivo útil que vai armazenar e processar a informação introduzida pela sociabilização.
Foi a minha cadelita que me levou a este tipo de comentário. Quer dizer, os próprios animais conseguem ter noção do bem e do mal se forem educados para isso: - Quando defeca fora do lugar próprio que lá em casa existe, ela inflige a si própria a pena que fizemos seguir a essa infracção. Vai voluntariamente para a sua cesta de onde não sai senão depois de obter o perdão da falta. Isto, em meu entender, quer dizer que os jovens e as crianças mal educadas que aparecem nas escolas, chegam lá naquele estado, por falta de cuidados educativos – que inclui um sistema de recompensas e castigos – por parte das famílias.
Os tais bebés «nossos tesouros», iniciados pelos tolos «doutores sepoques» e quejandos, geraram os meninos de vidro mal criados a que eufemisticamente chamamos, em eduquês moderno, crianças hiper-activas.
Não nego que haja crianças hiper-activas verdadeiras, mais difíceis de educar, mas educáveis em condições e com metodologias apropriadas. O que não acredito é que todos os meninos denominados dessa maneira não sejam só e apenas crianças mal-educadas.
Se se doma um tigre que traz genes assassinos à nascença, porque não há-de domar-se um «animal homem» que seja portador desses mesmos genes?
Creio ser só uma questão de técnica que devia ser utilizada em estabelecimentos especiais, quando o ambiente familiar falhasse ou fosse insuficiente.
O Recondicionamento social é possível se não houver pruridos preconceitosos do politicamente correcto, que estão a lançar a Humanidade na ladeira sem retorno da degenerescência.
Não será já, a actual crise social, económica, financeira e politica, um sintoma dessa enfermidade?